O Fábio fez uma chamada sobre este modelo de negócios chamado Freemium. Ainda não conhecia o termo, mas quando fui pesquisar sobre o assunto vi que já conhecia o modelo há muito tempo. A descrição para resumir esta tendência é mais ou menos assim: “Disponibilize seu serviço de graça, podendo ter suporte ou não, e adquira o máximo de clientes através de propagando boca-a-boca, redes de referência, marketing de busca, etc, e então ofereça uma opção paga para seus clientes por um serviço adicional ou por uma versão diferenciada de seu serviço.“
A frase acima é uma adaptação para o português da descrição original do modelo, que segue abaixo:
Give your service away for free, possibly ad supported but maybe not, acquire a lot of customers very efficiently through word of mouth, referral networks, organic search marketing, etc, then offer premium priced value added services or an enhanced version of your service to your customer base.
Em outras palavras, é a prática de disponibilizar uma versão gratuita do seu produto ou serviço e posteriormente oferecer uma versão comercial com novos recursos ou serviços que agreguem valor. É parecido com o que conhecemos por softwares “shareware”, onde existe um versão gratuita de demonstração e outra completa, com suporte e paga.
Parece que os termos web2.0 e freemium se encontraram e estão tendo um bom relacionamento. Empresas web2.0 estão adotando este modelo há algum tempo. Veja alguns exemplos de empresas que estão utilizando (e com sucesso) o modelo Freemium na prática:
- Flickr - para poucas fotos é de graça; para uso intensivo é pago;
- Skype - uso de voip básico (entre skypes) é gratuito; uso para telefones convencionais ou celular é pago;
- Box.net – 1gb de hd virtual gratuito; no plano pago tem mais espaço;
- Feedburner - alguns recursos apenas para o plano pago;
- ExtJS - framework javascript gratuito para uso pessoal e pago para uso comercial, com suporte;
- Google - serviços para empresas gratuito ou pago, para suporte e garantia de disponibilidade.
O modelo Freemium certamente não é novo, apenas ganhou um nome para identificá-lo. Assim como aconteceu com outros termos, como “Cauda Longa” e “Web 2.0“, por exemplo. Sempre vale a pena estudar à respeito e ficar atento às tendências nos modelos de negócio adotados por empresas que ganham destaque, principalmente nos negócios web.
[BL]serviços gratuitos, máquina fotográfica, voip, hd, disco rídigo[/BL]


Matheus Zeuch, analista e desenvolvedor web, consultor SAP e nas horas vagas surfa, toca violão e faz malabares (mas não tudo ao mesmo tempo). 



8 de April, 2007 as 03:12
Esse modelo é bastante interessante porque, de certa forma, cativa o usuário. Quando algo é disponibilizado gratuitamente a pessoa enxerga melhor aquela empresa, pensando que essa empresa lhe faz um bem. Daí a pagar 10 dólares por um serviço um pouco mais completo é um pulo.
9 de April, 2007 as 13:14
Com certeza Thássius, este modelo tem a vantagem do cliente ter uma boa primeira impressão sobre o produto e sobre a empresa. E esta boa primeira impressão facilita a aceitação do produto no mercado, mesmo que agora o mesmo seja cobrado.
Abraços
24 de September, 2007 as 01:36
[...] cobrar por vantagens extras. Mais informações sobre esse modelo de negócios com Fábio Seixas e Matheus Zeuch. Quanto tempo até termos que pagar para acessar arquivos com mais de um ano de idade no Google [...]
3 de April, 2010 as 12:46
[...] aberto e gratuito, ou pelo menos pelo acesso a partes de seu site, que seriam fechadas –o tal modelo freemium que Anderson [...]
9 de April, 2010 as 13:55
[...] e transmissão de conteúdo digital baixa cada vez mais. De onde vem o dinheiro? Do conceito freemium, junção das palavras free e premium: a maioria consome de graça (“free”), bancada [...]