Em 1936, o professor Linton foi o primeiro a chamar a atenção dos antropólogos para os rituais dos Nacirema, mas a cultura desse povo permanece insuficientemente compreendida ainda hoje. Trata-se de um grupo norte-americano que vive no território entre os Cree do Canadá, os Yaqui e os Tarahumare do México, e os Carib e Arawak das Antilhas.
Ontem eu li um artigo sobre esse povo. Gostei, não conhecia. Podemos aprender muito lendo sobre eles. Mas não é pra qualquer um, tem que ter estômago forte. Os rituais de purificação dos Nacirema costumam ser bizarros. Vou resumir alguns rituais desses nativos.
Existe uma crença popular desse povo que considera o próprio corpo como repugnante e com tendência natural à debilidade e à doença. Por isso, diariamente, fazem rituais de purificação. E cada moradia tem um ou mais santuários à esse propósito.
“Abaixo da caixa-de-encantamentos existe uma pequena pia batismal. Todos os dias cada membro da família, um após o outro, entra no santuário, inclina sua fronte antea caixa-de-encantamentos, mistura diferentes tipos de águas sagradas na pia batismal e procede a um breve rito de ablução. As águas sagradas vêm do Templo da Água da comunidade, onde os sacerdotes executam elaboradas cerimônias para tornar o líquido ritualmente puro“.
“De tempos em tempos o médico-feiticeiro vem ver seus clientes e espeta agulhas magicamente tratadas em sua carne. O fato de que estas cerimônias do templo possam não curar, e possam mesmo matar o neófito, não diminui de modo algum a fé das pessoas no médico feiticeiro“.
Tenho certeza de que você também se interessará sobre esse povoado, que apesar de costumes bárbaros, possuem uma economia altamente desenvolvida. Vale a pena ler o texto na íntegra, que você pode fazer download aqui.
Fique à vontade para deixar seu comentário após ler este excelente artigo de Horace Miner, publicado em 1976.
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Matheus Zeuch, analista e desenvolvedor web, consultor SAP e nas horas vagas surfa, toca violão e faz malabares (mas não tudo ao mesmo tempo). 



12 de March, 2007 as 22:27
Você talvez deva estar curioso, ou achando que eu fiquei maluco. Um texto da área de antropologia? Que tem a ver com negócios ou sistemas de informação?
Bom, acontece que os Nacirema também têm muito a ensinar sobre negócios e, inclusive, tecnologia. Leia à respeito, você irá se surpreender
17 de August, 2007 as 15:53
a cultura deles é extremamente parecida com a nossa,
não perceu?
temos o banheiro,
temos uma obssesão pelo sorriso,
temos uma caixinha de remédios com muitos lá vencidos, dos quais não abrimos mão. Uma população onde a maioria é hipocondriaco…
sem contar as torturas que nos submetemos em favor da estética. botox? lipo? escova progessiva?
É realmente precisamos de um estômago forte para aguentar a sociedade american (naricema), e todas as suas imposições da ciência que já viraram quase dogmas para nós.
22 de January, 2008 as 21:39
Meu primeiro contato com esse texto foi em 1992. Naquela época dei pouca importância pois fazia parte de um trabalho escolar.
Até a minha falta de atenção para com tudo que nos cerca faz parte desse ritual.
Somos um povo cheio de manias e quanto mais o tempo passa, mais fazemos para que a nossa sociedade seja cheia de rituais.
Isso de seguir hábitos faz parte de qualquer sociedade.
Um desafio é mudar os hábitos e tentar melhorar.
Valter
19 de March, 2008 as 12:42
Esse texto é ilário, a ojeriza ao corpo, é na verdade, adoração ao corpo, vivemos em função disto, dentes, seios, aparência…
Tiramos o nosso cheiro próprio, raspamos o nosso pêlo… tudo em função da Aparência
31 de March, 2008 as 11:27
E u fiquei muito empresionada contudo em que lir, pois ainda nos dias de hoje podemos achar uma crença,cultura que ainda são cultivas pela mitologia, magias, rituais levados muito a serio, desde criança são cultuados à passarem por muitos sofrimentos, masoquismo por certas doses de sadismos
15 de August, 2009 as 17:41
Fiquei surpresa com o texto tive o primeiro contato na faculdade é incrível pq nós hoje em pleno sec XXI temos os mesmos costumes e vaidades
20 de August, 2009 as 14:06
é engraçado, eu li esse texto há alguns dias e não havia percebido, até meu professor de antropologia esclarecer. Não havia percebido que “Nacirema” é “American” ao contrário. Ou seja, é sobre a nossa própria cultura que se refere o texto. Há também outras palavras ao contrário como “hospital” – O professor perguntou se conheciamos alguma outra cultura com os ritos parecidos com os do Nacirema! É claro que a maioria respondeu não, não haviamos percebido que a cultura deles é idêntica a nossa, é – de fato – a nossa. O ritual ao corpo, o cuidado dos dentes, o medo das crianças a ir no “latiposoh – hospital – ” enfim, excelente
5 de October, 2009 as 23:24
pois é… ninguém percebeu q se trata do próprio povo americano… haiuehaiehaieuhaue!
tive aula sobre esse texto hoje na faculdade e o professor nos esclareceu..
2 de February, 2010 as 10:31
È brilhante como somos e n sabemos …bastou uma observação aprofundada para q nós n soubese-mos quem verdadeiramente quem somos …muitos tentam responder essa pergunta e são poucos os q conseguem é um texto Fantastico e nós msm nos surpreendemos com o resultado no final Nacirema…
3 de March, 2010 as 15:46
supeer boom
3 de July, 2010 as 22:58
Até o presente momento não tinha conhecimento sobre esse povo, só agora estudando antropologia no curso de artes visuais da UFES, foi que ouvi sobre o assunto. O interessante é que mesmo nos dias atuais com tantas inovações tecnológicas ainda exitem culturas rústicas como a desse povo.
29 de July, 2010 as 17:20
Este texto é fantástico, bastou o autor Horace Miner inverter algumas palavras, identificar os ambientes e objetos de nossas casas de forma diferente, denominar nossos hábitos diários e sociais como rituais e crenças bizarras que muitos de nós nos sentimos alheios a nossa própria cultura, nossos rituais privados de tomar banho, escovar os dentes, se depilar, ser-mos torturados nos consultórios dentários, nos submetemos a cirurgias plásticas, etc.
Quando Horace descreve os hábitos dos Nacirema (American), está descrevendo um pouco de nossos muitos hábitos bizarros diários e periódicos que só achamos anormal quando pensamos que estes são alheios aos nossos.